4ª Edição
Os Prémios FORMA distinguem o melhor da arquitetura construída em Portugal, reconhecendo obras que se destacam pela sua qualidade, inovação e capacidade de qualificar o território e a vida das pessoas. Dirigido a arquitetos e equipas que tenham contribuído para a produção arquitetónica recente no país, o prémio afirma-se como um momento de reconhecimento e valorização da prática arquitetónica contemporânea.
Podem candidatar-se obras concluídas entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2025, em território nacional, nas seis categorias definidas no regulamento.
F_0 20
Casa ColmealColmeal House
Pedro Domingos Arquitectos
Vencedor
Winner
A casa está implantada na paisagem do Barrocal, entre o mar e a serra algarvia. Um único volume paralelepipédico situado no limite sul do terreno sublinha a relação entre a casa e a paisagem, enquadrando as vistas para Santa Bárbara de Nexe, Faro e o mar.
O volume principal é delimitado a sul por uma parede espessa que protege os espaços principais e, a norte, por três volumes menores que recortam e preparam a chegada à casa. A entrada faz-se através de um pátio no interior do volume principal.
Uma sequência de espaços interligados, organizados de nascente a poente, define os principais espaços de habitação: quarto principal, pátio de entrada, cozinha, sala de estar, solário e piscina. No piso inferior, encontram-se três quartos adicionais.
A cozinha, com a sua claraboia suspensa, um "diamante" invertido, constitui o espaço central da casa. Na sala de estar, uma lareira integrada na parede espessa oferece um espaço de escala mais reduzida. Luz e sombra são esculpidas através de pátios e claraboias ao longo de toda a casa.
Um monólito de betão no seu estado bruto reforça a aridez e a escassez da paisagem, procurando a continuidade. A atmosfera é marcada pelo contraste entre o betão e os elementos em aço, enquanto os espaços de água são construídos em mármore branco.
O caráter de ruína na paisagem percebe-se na aproximação à casa, onde os espaços exteriores e vazios protegem os espaços habitados. A organização linear evoca a ideia de um palácio contemporâneo que culmina a poente na piscina: uma Sala de Água que suaviza a relação com o Clima Mediterrânico.
The house is set within the Barrocal landscape, between the sea and the Algarve mountains. A single parallelepiped volume positioned along the southern edge of the site emphasizes the relationship between the house and the landscape, framing views towards Santa Bárbara de Nexe, Faro and the sea.
The main volume is bounded to the south by a thick wall that protects the main spaces and, to the north, by three smaller volumes that shape and announce the arrival to the house. The entrance is through a courtyard within the main volume.
A sequence of interconnected spaces, organized from east to west, defines the main living areas: the master bedroom, entrance courtyard, kitchen, living room, solarium and swimming pool. Three additional bedrooms are located on the lower floor.
The kitchen, with its suspended skylight, an inverted "diamond", forms the central space of the house. In the living room, a fireplace integrated into the thick wall creates a space of a different character and more reduced scale. Light and shadow are sculpted through courtyards and skylights throughout the house.
A raw concrete monolith reinforces the aridity and scarcity of the landscape, seeking continuity. The atmosphere is defined by the contrast between the concrete and the steel elements, while the water features are built of solid white marble.
The character of a ruin within the landscape becomes apparent as one approaches the house, where exterior and empty spaces protect the inhabited areas. The linear organization evokes the idea of a contemporary palace culminating to the west in the swimming pool: a Water Room that softens the relationship with the Mediterranean Climate.



Crédito de Imagem: Francisco Nogueira
Comentário do Júri:
“A casa desenvolve-se através de uma planta linear, articulando uma sequência de espaços domésticos, numa forte tensão com a morfologia da paisagem, a atmosfera da natureza e a intensidade da luz natural do lugar. O objeto arquitetónico, integralmente edificado em betão armado, explora ao limite, as possibilidades da sua materialidade, num equilíbrio contínuo entre abstração e organicidade. Da proporção invulgar da(s) sua(s) forma(s) e da distinção espacial de cada recinto, resulta, uma construção com uma qualidade escultórica, excecional e inesperada.”
Finalistas:

Crédito de Imagem: Francisco Ascensão
F_0 07 — Casa com Três Estruturas
fala Atelier

Crédito de Imagem: Francisco Ascensão
F_0 43 — Souto
Nuno Melo Sousa

Crédito de Imagem: Francisco Nogueira
F_0 64 — Casa em Galamares
Atelier RUA

Crédito de Imagem: Clemens Poloczek
F_0 79 — Casa Plaj
extrastudio
F_0 11
Edifício Atelier MarvilaMarvila Atelier Building
SIA arquitectura
Vencedor
Winner
Marvila, uma área da cidade em transformação, um tecido híbrido onde se destaca a escala dos armazéns misturados com edifícios de habitação, um horizonte pontuado por chaminés de tijolo com o rio ao fundo.
O desafio era fazer habitação convocando a identidade dos edifícios industriais próximos. Materializando-a na escala da fachada, no sistema construtivo modular; nas salas amplas, rasgadas entre luz e telas, nas tipologias sem circulações periféricas.
As tipologias foram desenvolvidas a partir de um núcleo central onde estão concentradas as áreas sociais da casa. Esta estratégia permitiu prescindir das áreas de circulação e, em simultâneo, ligar a fachada de rua e tardoz, promovendo o atravessamento da luz, a ligação entre o ambiente da rua e do jardim e a aproximação a uma escala não doméstica, que introduz nas tipologias uma memória dos espaços industriais deste lugar.
Unifica-se o edifício no desenho do alçado. Um desenho em abstração para unir e ocultar a ocupação interna. Sobre o programa habitacional apõe-se um reflexo, uma existência ténue, uma tela (quase de andaime), um filtro têxtil entre fora e dentro. Desenha-se a sombra.
Numa tela habitada, entre cidade e intimidade, que vela e revela.
A fachada é uma estrutura dupla. Sobre uma parede exterior tradicional apõe-se uma estrutura metálica delicada com telas tensionadas que adiciona conforto térmico, permitindo controlar a exposição solar e a temperatura.
Constrói-se uma fachada onde a matéria táctil impõe a sua expressão e, em paradoxo, se desmaterializa. Nos jardins a tardoz, o peso orgânico dos muros em betão reforça, por contraste, essa possibilidade de levitação.
Quatro jardins em socalcos no logradouro completam as casas.
Marvila, an area of the city undergoing transformation, a hybrid fabric where the scale of warehouses mixed with residential buildings stands out, a horizon punctuated by brick chimneys with the river in the background.
The challenge was to create housing by invoking the identity of the nearby industrial buildings. Materializing it through the scale of the façade, the modular construction system; the generous rooms, extended between light and screens, and the layouts without peripheral circulation.
The layouts were developed around a central core where the social areas of the house are concentrated. This strategy made it possible to dispense with circulation areas while simultaneously connecting the street and rear façades, promoting the passage of light, the connection between the atmosphere of the street and the garden, and an approach to a nondomestic scale that introduces a memory of the industrial spaces of this place into the layouts.
The building is unified through the design of the elevation. An abstract design that unifies and conceals the internal activities. Over the residential programme, a reflection is superimposed, a tenuous presence, a screen (almost scaffold-like), a textile filter between outside and inside. The shadow is drawn.
A habitable screen, between city and intimacy, that veils and reveals.
The façade is a double structure. Over a traditional exterior wall, a delicate metal structure with tensioned screens is superimposed, adding thermal comfort while allowing solar exposure and temperature to be controlled. A façade is constructed where tactile matter imposes its expression and, paradoxically, dematerializes. In the rear gardens, the organic weight of the concrete walls reinforces, by contrast, this possibility of levitation. Four terraced gardens in the courtyard complete the houses.


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Crédito de Imagem: Francisco Nogueira
Comentário do Júri:
“No seguimento, pela reconhecida visão contemporânea do pensamento arquitetónico, que assenta na lúcida adaptação às condicionantes do programa, do contexto e do seu próprio tempo, transmitida na globalidade da proposta; pela continuidade e por tirar partido da valorização do património, ambiente, paisagem industrial em Marvila, Lisboa; e, por entender que a complexa, mas assertiva e sensível ao contexto, operação de reconversão de um edifício de caráter industrial (anteriormente galeria de arte) em oito novas frações de habitação contribui muito positivamente para a continuidade do debate e reflexão sobre o que podem ser hoje uma resposta diferenciada à escassez de habitação numa das cidades mais pressionadas da Europa, partindo de uma imersiva reflexão sobre o território onde se insere a proposta e o propósito do habitar coletivo contemporâneo, o júri decidiu, por inequívoca unanimidade, atribuir o prémio à obra F_0 011 – Edifício Atelier Marvila, da autoria do atelier SIA Arquitectura, coordenado pelas arquitetas Sofia Pinto Basto, Inês Cordovil e Ana Cravinho. O júri justifica a decisão com o facto de o Edifício Atelier Marvila tirar partido da transformação implícita ao contexto social, económico e industrial de Marvila – território historicamente ligado à Revolução Industrial, que hoje serve como plataforma de partilha e liberdade (sobretudo artística e tecnológica) aberta ao rio Tejo, no contexto de uma Lisboa emergente, como capital europeia cosmopolita, aberta ao futuro e à inovação. No conjunto o projeto revela-se como uma verdadeira “machine à habiter” (“Vers une architecture”, Le Corbusier, 1923). No sentido em que a arquitetura tem o dever de: “operar a revisão dos elementos construtivos da casa”; reformular o espaço à imagem do habitar contemporâneo e de quebrar cânones tradicionalistas, na medida em que a casa já não necessita de ser estática e hermética, mas sim um laboratório vivo, que convida ao abrigo e encontro, enquanto simultaneamente reage à passagem do tempo e às mudanças progressivas do contexto urbano em que se insere. Em síntese, o Edifício Atelier Marvila celebra a arquitetura como um exercício de pensamento, aperfeiçoamento e redefinição inesgotável, no seu todo. E, com base numa reflexão sobre o habitar coletivo contemporâneo, distinguir o supérfluo do essencial à vivência humana, ao tirar partido de parâmetros universais e inegociáveis no momento da decisão: pela salubridade do espaço, pelo encontro que propicia, pelo conforto que promove ou através do retiro e qualidade do ambiente construído que refletiu, ponderou e desenhou previamente – tudo o que se deve e pode valorizar sempre que o debate se centrar na qualidade da casa comum e, acima de tudo, do acesso digno à habitação.”
Finalistas:

Crédito de Imagem: Ivo Tavares Studio
F_0 84 — Macau Valley
hori-zonte architecture

Crédito de Imagem: Federico Farinatti
F_0 87 — Edifício de Habitação Padre Cruz
depA architects

Crédito de Imagem: Federico Farinatti
F_0 88 — Edifício de Habitação 5 de Outubro
depA architects

Crédito de Imagem: Federico Farinatti
F_0 89 — Edifício de Habitação Covelo
depA architects
F_0 39
Parque Desportivo de RamaldeRamalde Sports Park
Paulo Tormenta Pinto
Vencedor
Winner
A intervenção insere-se na metade norte do Parque Desportivo de Ramalde, correspondendo à construção de um novo campo para a prática de râguebi e futebol, um edifício de apoio com balneários e bancada coberta, um recinto de atletismo e uma área destinada à prática de tiro ao arco.
O Parque Desportivo de Ramalde localiza-se no coração da Unidade Residencial de Ramalde e ocupa uma área de 5 ha. Foi projetado inicialmente entre 1952 e 1960 pelo arquiteto Fernando Távora, no contexto do projeto da Unidade Residencial de Ramalde, promovido pela Federação das Caixas de Previdência. As áreas situadas a norte e a sul deste núcleo central permaneceram expectantes.
A implantação do novo campo de jogos constitui o elemento estruturante da intervenção, devido à sua dimensão e exigências funcionais. Em torno deste campo foram organizadas as restantes áreas que integram o programa.
O novo edifício de apoio relaciona-se diretamente com a operação topográfica realizada para a implantação do campo de jogos. A sua volumetria revela-se progressivamente até ao topo sul, onde se localiza o acesso principal, associado a um bar que se abre para a zona do alpendre de entrada. Uma ampla plataforma sobre o edifício estabelece o acesso à bancada coberta, tangente ao retângulo de jogos.
No interior do edifício foram integradas diversas áreas funcionais, incluindo cinco balneários, uma sala polivalente, zonas administrativas, um posto médico e instalações sanitárias. Os espaços são organizados em torno de um átrio central, resultante da articulação geométrica do conjunto.
A estrutura de suporte da cobertura da bancada é executada em betão armado, composta por uma viga pré-esforçada contínua, apoiada em pilares espaçados cerca de quinze metros entre si. A cobertura em consola, formada por duas águas, confere ao conjunto uma expressão arquitetónica pavilionar, em harmonia com a envolvente natural e o arvoredo existente.
The intervention is located in the northern half of the Ramalde Sports Park and comprises the construction of a new field for rugby and football, a support building housing changing rooms and a covered stand, an athletics area, and a space dedicated to archery.
The Ramalde Sports Park is located at the heart of the Ramalde Residential Unit and occupies an area of 5 hectares. It was initially designed between 1952 and 1960 by architect Fernando Távora, as part of the Ramalde Residential Unit project promoted by the Federation of Provident Funds. The areas to the north and south of this central core remained undeveloped.
The layout of the new sports field constitutes the structuring element of the intervention, due to its scale and functional requirements. The remaining areas of the programme are organized around the field.
The new support building is directly related to the topographical operation carried out to accommodate the sports field. Its volume gradually emerges towards the southern end, where the main entrance is located, associated with a bar opening onto the entrance porch. A broad platform above the building provides access to the covered stand, positioned tangentially to the playing field.
The building incorporates several functional areas, including five changing rooms, a multipurpose room, administrative areas, a medical room and restrooms. The spaces are organized around a central atrium resulting from the geometric articulation of the whole.
The structure supporting the stand roof is made of reinforced concrete and consists of a continuous pre-stressed beam supported by columns spaced approximately fifteen metres apart. The cantilevered, dual-pitched roof gives the building a pavilion-like architectural expression, in harmony with the surrounding landscape and existing trees.



Crédito de Imagem: Inês d'Orey
Comentário do Júri:
“Reunidos em sessão de apreciação e classificação individual dos concorrentes à Categoria C3 – Equipamento Coletivo, os jurados expressam o seu regozijo com a qualidade e diversidade das candidaturas apresentadas. O júri evidencia a validade e pluralidade disciplinar das intervenções, expressões e soluções arquitetónicas, bem como a sua riqueza formal e material perante diversos contextos urbanísticos e paisagísticos. Seguidamente, os jurados classificaram e selecionaram os cinco finalistas reveladores da qualidade e diversidade expressas no parágrafo anterior: F_0 039 – Parque Desportivo de Ramalde, F_0 090 – Creche Modular em Madeira, F_0 025 – Abrigo de Praia Fluvial, F_0 056 – Igreja e Centro Paroquial de São José da Boavista e F_0 036 – Campo de Futebol da Laje. O júri comparou e confrontou os méritos de cada concorrente finalista e decidiu, por maioria, atribuir o primeiro lugar ao Parque Desportivo de Ramalde, da autoria de Paulo Tormenta Pinto, localizado no Porto. A atribuição do primeiro lugar fundamenta-se na excecional integração urbanística e paisagística do equipamento coletivo, nomeadamente na estruturação geométrica das suas secções horizontais e na gestão altimétrica das verticais. O desenho surge, por isso, como uma síntese rigorosa e vigorosa do território. O volume gere as morfologias e tipologias envolventes, produzindo um impacto positivo e decisivo na regeneração e estabilização do espaço urbano. A articulação de cotas e a transição entre o construído e o não construído - dominado pelos campos de jogos e pelo parque urbano que os envolve - apresentam-se eficazes e capazes de estabelecer uma unidade eficiente e abrangente. Interiormente, os espaços são ambiental e materialmente espartanos. No entanto, o investimento e desenvolvimento do desenho dota o equipamento coletivo de uma densidade e profundidade disciplinar dignas de registo, percorrendo as diversas escalas, dos balneários, das salas, dos gabinetes, das instalações sanitárias e do posto médico aos rodapés, às ombreiras ou às padieiras, entre muitos outros. A luz é abundante, inundando e modelando os espaços e conferindo-lhes um ambiente indissociável do programa e da prática desportiva e recreativa. O tema é claramente evidenciado e elevado a uma condição singular e exemplar. É manipulado com uma clareza e riqueza espacial onde a forma da estrutura e da arquitetura coincidem, num elogio à honestidade e verdade disciplinar, nomeadamente na extensa cobertura que oscila entre a volatilidade e a gravidade. Finalmente, o júri sublinha que o Parque Desportivo de Ramalde merece ser destacado e premiado, ainda, pelo impacto agregador e transformador que a intervenção assume na comunidade local. Ao promover a integração e a inclusão social dos cidadãos, este equipamento coletivo confirma a responsabilidade social dos arquitetos e da arquitetura na transformação da sociedade.”
Finalistas:

Crédito de Imagem: Atelier 22
F_0 25 — Abrigo de Praia Fluvial
Prod’ Arquitectura

Crédito de Imagem: Lourenço T. Abreu
F_0 36 — Campo de Futebol da Laje
Miguel Marcelino

Crédito de Imagem: Alexander Borgorodskiy
F_0 56 — Igreja e Centro Paroquial de São José da Boavista
Atelier Bugio Matos Gameiro Arquitectos

Crédito de Imagem: José Campos
F_0 90 — Creche Modular em Madeira
depA architects
F_0 41
Praia do LagoLake Beach
PROAP
Vencedor
Winner
O projeto Praia do Lago surge da oportunidade de transformar uma infraestrutura hidráulica num espaço público de recreio e contacto com a água, num território marcado por temperaturas elevadas e fortes condições de exposição climática. Implantada junto ao posto náutico e à área de caravanismo, a praia fluvial estabelece uma nova relação entre paisagem, lazer e infraestrutura.
A natureza da albufeira implica oscilações significativas da cota da água, resultantes da variabilidade da precipitação, das necessidades de rega e da evapotranspiração, transformando continuamente a paisagem e as condições de acessibilidade, utilização e conforto. Em vez de contrariar esta instabilidade, o projeto incorpora-a como princípio estruturador.
Desenvolvido para acomodar uma variação de cerca de oito metros na cota da água, Praia do Lago funciona como uma paisagem adaptativa e pulsante, capaz de responder às diferentes condições ambientais e sazonais, mantendo coerência espacial e qualidade de uso ao longo do tempo.
O projeto articula infraestrutura recreativa, desempenho ecológico e adaptação climática. A utilização da infraestrutura de rega como instrumento de regeneração ambiental constitui um dos princípios centrais da intervenção. Um sistema circular de bombagem alimentado por painéis fotovoltaicos permite captar, decantar, purificar e recircular a água, contribuindo para a melhoria da qualidade da água balnear e assegurando um funcionamento em neutralidade carbónica.
Paralelamente, um sistema subterrâneo de rega permite transformar as áreas expostas pela descida da água em superfícies vegetadas e confortáveis. Estas “praias verdes” estabilizam o solo, eliminam poeiras e lamas, promovem evapotranspiração e contribuem para a redução da temperatura e melhoria do conforto térmico.
O projeto converte assim uma infraestrutura hidráulica num dispositivo paisagístico, ecológico e social, capaz de responder de forma resiliente às variações e exigências do território contemporâneo.
The Praia do Lago project emerges from the opportunity to transform a hydraulic infrastructure into a public space for recreation and contact with water, in a territory marked by high temperatures and strong climatic exposure. Located next to the nautical centre and the caravan area, the river beach establishes a new relationship between landscape, leisure and infrastructure.
The nature of the reservoir entails significant fluctuations in water levels, resulting from variations in rainfall, irrigation needs and evapotranspiration, continuously transforming the landscape and the conditions of accessibility, use and comfort. Rather than opposing this instability, the project incorporates it as a structuring principle.
Designed to accommodate a variation of approximately eight metres in water level, Praia do Lago functions as an adaptive and pulsating landscape, capable of responding to different environmental and seasonal conditions while maintaining spatial coherence and quality of use over time.
The project articulates recreational infrastructure, ecological performance and climate adaptation. The use of the irrigation infrastructure as an instrument for environmental regeneration constitutes one of the central principles of the intervention. A circular pumping system powered by photovoltaic panels allows water to be collected, decanted, purified and recirculated, contributing to improved bathing water quality and ensuring carbon-neutral operation.
In parallel, an underground irrigation system transforms the areas exposed by the lowering of the water level into vegetated and comfortable surfaces. These “green beaches” stabilize the soil, eliminate dust and mud, promote evapotranspiration, and contribute to reducing temperatures and improving thermal comfort.
The project thus transforms a hydraulic infrastructure into a landscape, ecological and social device, capable of responding resiliently to the variations and demands of the contemporary territory.


Crédito de Imagem: Diogo Bento
Comentário do Júri:
“No dia 2 de fevereiro de 2002, as comportas da Barragem do Alqueva eram finalmente encerradas. 24 anos depois continuamos a tentar mitigar, ou reinventar a relação entre o homem e a nova paisagem subitamente construída. O lago do Alqueva e a consequente alteração de paradigma, de sequeiro para regadio, é a maior transformação da paisagem Portuguesa dos últimos anos, verdadeiro produto do Antropoceno. O projecto da praia fluvial do Lago no concelho de Moura, destaca-se, entre as diversas intervenções, pela rigorosa leitura do lugar onde se insere. Recorre aos sistemas de plantação propostos, como método de cerzir a nova paisagem com o território envolvente, construindo uma estrutura continua, funcional e altamente legível. Com elevada qualidade no desenho. O uso da flutuação da cota do plano de água como estratégia de intervenção, propondo a articulação de duas margens através de um percurso flutuante, numa Paisagem eventualmente perdida, cria uma nova centralidade em pleno lago do Alqueva. A proposta do atelier PROAP é vencedora, por unanimidade, na presente edição dos prémios FORMA, na categoria de espaço público.”
Finalistas:

Crédito de Imagem: Adriano Ferreira Borges
F_0 19 — Sementeira Ambulante
LIMIT architecture studio

Crédito de Imagem: Nuno Almendra
F_0 63 — Mobilidade para Todo
CVDB Arquitectos Associados

Crédito de Imagem: José Campos
F_0 68 — Rotação
ATA Atelier

Crédito de Imagem: Luís Pinheiro
F_0 105 — Requalificação do Parque na Cruz das Jugadas
Inês Massano
F_0 55
Mosteiro de Leça do BalioLeça do Balio Monastery
Álvaro Siza
Vencedor
Winner
O Mosteiro de Leça do Balio – sede da Fundação Livraria Lello – afirmou-se, ao longo de mais de dois mil anos de história, como lugar de passagem, refúgio, poder e memória. Situado nas margens do Rio Leça, em Matosinhos, este monumento está classificado como Monumento Nacional desde 1910.
Em 2020 foi iniciado um processo de reabilitação do edificado, cujo projeto arquitetónico foi da autoria do Prémio Pritzker, Arq. Siza Vieira. O projeto pretendeu adaptar o Mosteiro a um novo espaço de multiplicidade cultural, artística, arquitetónica e paisagística, respeitando o seu peso histórico e a relação com os elementos medievais de várias origens.
A arquitetura do Mosteiro revela as várias épocas que o moldaram, desde os vestígios românicos e do claustro primitivo aos jardins históricos, elementos essenciais na identidade do conjunto monástico.
A intervenção procurou integrar respeitosamente as pré-existências, garantindo a integridade estrutural e espacial do edifício. Foram recuperadas portas, janelas, pavimentos e estruturas em madeira, preservada a componente granítica, mantidas integralmente as fachadas e demolidas paredes divisórias e dois volumes térreos anexados à fachada, ampliando os espaços e reforçando a visibilidade do conjunto.
A intervenção incluiu ainda a adaptação de uma construção existente para cafetaria, a instalação de um ascensor entre os pisos, a reabilitação da calçada portuguesa e dos muros em granito, bem como a recuperação do jardim do Claustro, através de projeto paisagístico do Arq. Sidónio Pardal.
A qualidade construtiva e funcional foi garantida através das escolhas de materialidade e de uma abordagem arquitetónica contemporânea, adaptada às necessidades atuais de mobilidade e acessibilidade. A coerência global da intervenção afirma-se também na relação paisagística com a Igreja de Santa Maria de Leça, edifício de estilo gótico e românico.
The Monastery of Leça do Balio – headquarters of the Livraria Lello Foundation – has, throughout more than two thousand years of history, established itself as a place of passage, refuge, power and memory. Located on the banks of the River Leça, in Matosinhos, this monument has been classified as a National Monument since 1910.
In 2020, a rehabilitation process of the building began, with the architectural project designed by Pritzker Prize winner Siza Vieira. The project sought to adapt the Monastery into a new space for cultural, artistic, architectural and landscape diversity, while respecting its historical significance and its relationship with medieval elements of various origins.
The architecture of the Monastery reveals the different periods that shaped it, from the Romanesque remains and traces of the original cloister to the historic gardens, which are essential elements of the identity of the monastic complex.
The intervention sought to respectfully integrate the existing elements, ensuring the structural and spatial integrity of the building. Doors, windows, floors and timber structures were restored, the granite character was preserved, the façades were fully maintained, and partition walls and two ground-level volumes attached to the façade were demolished, expanding the spaces and reinforcing the visibility of the complex.
The intervention also included the adaptation of an existing structure into a café, the installation of a lift between the floors, the rehabilitation of the Portuguese cobblestone paving and granite walls, as well as the restoration of the Cloister Garden through a landscape design by architect Sidónio Pardal.
The constructive and functional quality was ensured through the material choices and a contemporary architectural approach adapted to current mobility and accessibility requirements. The overall coherence of the intervention is also reinforced by its landscape relationship with the Church of Santa Maria de Leça, a building of Gothic and Romanesque character.


Crédito de Imagem: Filipe Braga
Comentário do Júri:
“O júri, após a apreciação e classificação individual dos concorrentes à Categoria C5 - Reabilitação Arquitetónica, expressa o seu regozijo com a qualidade e diversidade das candidaturas apresentadas, nomeadamente pela profundidade dos entendimentos e conhecimentos disciplinares revelados no universo da valorização patrimonial e cultural da arquitetura. Classificou e selecionou, seguidamente, os cinco finalistas – F_0 055 – Mosteiro de Leça do Balio, F_0 037 – Quinta de Crasto – Reabilitação e Adaptação para Sede da Associação Biopolis, F_0 045 – Boavista, F_0 049 – Habitação José Braga e F_0 074 – Casa em Santa Maria da Feira –, coincidentemente reveladores e confirmadores da diversidade de interpretações e transformações no existente e da multiplicidade de expressões e materializações adotadas. Comparados e confrontados os argumentos, os jurados elegeram, por maioria, a reabilitação e renovação programática do Mosteiro de Leça do Balio, em Matosinhos, da autoria de Álvaro Siza Vieira, decorrida entre 2020 e 2025, na qual o herdado e o legado patrimonial funcionam como matéria-prima instrumental e cultural e os dados históricos e arquitetónicos dão pistas para as justaposições e sobreposições estilísticas, sem apriorismos ou moralismos, defendendo sempre a identidade e a legitimidade da arquitetura. O júri evidencia a ética disciplinar revelada pela rigorosa investigação histórica, morfológica e tipológica, capaz de clarificar o passado e integrar o futuro, preservando os valores herdados e diferenciando os adicionados com uma continuidade temporal e espacial incontestável. As demolições e aposições realizadas confirmam a coerência e a competência disciplinar que compreende várias estratégias, desde a preservação dos valores formais, espaciais e materiais românicos e góticos herdados até à introdução e conciliação das adições que satisfazem as exigências funcionais, ambientais e infraestruturais atuais. Os jurados destacam o entendimento e o conhecimento disciplinar postos na conciliação e atenção aos temas do Património e do Território, nomeadamente na preservação da integridade estrutural e espacial do edificado e na valorização e articulação dos espaços exteriores, dos seus revestimentos naturais e minerais, com a paisagem mais ou menos distante. A pormenorização é depurada e proporcionada ao existente. Esta via ocorre, no entanto, sem mimetismos formais ou materiais e contra o sensacionalismo exibicionista das formas, das cores e dos materiais. É, simultaneamente, conciliadora e legitimadora da ação, validando assim esta apreciação e classificação maior dos jurados. O júri sublinha, finalmente, os mecanismos instrumentais e mentais evidenciados na continuidade espacial e temporal da intervenção, considerando que a atuação da autoria de Álvaro Siza Vieira se apresenta com uma ética patrimonial e cultural disciplinarmente exemplar para os arquitetos e para a arquitetura. Merece, por isso, ser destacada e premiada.”
Finalistas:

Crédito de Imagem: JFF – João Ferrand
F_0 37 — Quinta de Crasto - Reabilitação e Adaptação para Sede da Associação Biopolis
Nuno Valentim

Crédito de Imagem: Francisco Ascensão
F_0 45 — Boavista
Nuno Melo Sousa

Crédito de Imagem: Ivo Tavares Studio
F_0 49 — Habitação José Braga
Impare Arquitectura

Crédito de Imagem: Frederico Martinho
F_0 74 — Casa em Santa Maria da Feira
Branco del Rio Arquitectos
F_0 122
Abrigo do Jardim da MourariaMouraria Garden Shelter
Estúdio Quimera
Vencedor
Winner
O Abrigo do Jardim da Mouraria situa-se num antigo convento da Congregação das Irmãs Doroteias, no extremo nordeste do Centro Histórico de Évora. O jardim, rodeado por elevados muros, organiza-se em quatro patamares em torno de um tanque central para rega das laranjeiras, limoeiros e roseiras, com pavimento de calçada de granito e uma ameixeira-japonesa de grandes dimensões.
O edifício que acolhe o abrigo corresponde à antiga lavandaria do convento, com 20,00 x 4,00 metros, situada no patamar inferior e confinante com um pequeno laranjal.
A intervenção propõe adaptar a antiga lavandaria a um abrigo sazonal, plantar uma cidreira em frente à entrada e instalar uma taça de mármore para fogo no exterior.
A estratégia de projeto procura habitar a intimidade do jardim de laranjeiras e oferecer uma nova luz ao abrigo. À luz filtrada pelas copas das árvores sobrepõe-se uma nova luz zenital, que organiza a distribuição espacial e programática.
As características do abrigo permitem propor espaços de dormir – alcofas – abertos para o jardim através de grandes janelas de madeira. Uma viga dupla sublinha o comprimento do espaço e funciona como calha para fixação das cortinas de pele que encerram as alcofas.
O isolamento térmico é colocado pelo interior, preservando as laranjeiras próximas das paredes exteriores. O pavimento em microcimento bege uniformiza o espaço interior, enquanto a madeira de nogueira, carvalho americano e bétula define os peitos das janelas, o mobiliário, o teto e os lucernários.
The Abrigo do Jardim da Mouraria is located in a former convent of the Congregation of the Dorothean Sisters, at the northeastern edge of Évora’s Historic Centre. Surrounded by high walls, the garden is organized into four terraces around a central water tank used to irrigate the orange trees, lemon trees and rose bushes, with granite cobblestone paving and a large Japanese plum tree.
The building housing the shelter corresponds to the convent’s former laundry, measuring 20.00 x 4.00 metres, located on the lower terrace and adjoining a small orange grove.
The intervention proposes adapting the former laundry into a seasonal shelter, planting a citron tree in front of the entrance and installing a marble bowl for an outdoor fire.
The design strategy seeks to inhabit the intimacy of the orange grove garden and introduce a new light into the shelter. The filtered light passing through the existing tree canopies is complemented by a new zenithal light that organizes the spatial and programmatic distribution.
The characteristics of the shelter allow for sleeping spaces – alcoves – opening onto the garden through large timber windows. A twin beam emphasizes the length of the space and acts as a track for the leather curtains enclosing the alcoves.
Thermal insulation is applied internally, preserving the orange trees located close to the exterior walls. A beige microcement floor unifies the interior, while walnut, American oak and birch define the window sills, furniture, ceiling and skylights.
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Crédito de Imagem: Carolina Lecoq
Comentário do Júri:
“A categoria “Jovens Emergentes” premeia os trabalhos realizados por jovens arquitectos. Trata-se de uma categoria de grande importância, dada a possibilidade de apresentação de obras seminais no percurso e na prática da disciplina, que podem revelar novas interpretações de conceito, forma, desenho e modo construtivo. As obras selecionadas pelo Júri, em número de cinco, representam diferentes escalas, e tipos de construção e diferentes tipos de posicionamento relativamente ao programa, que vai desde a intervenção em espaço interior de construção existente à arquitectura efémera. A obra classificada, por unanimidade, em 1º lugar - Abrigo do Jardim da Mouraria – aproxima-se da arquitectura moderna de raiz vernacular, como sejam a “casa abrigo” Villa Alcina, de Sérgio Fernandez, e revela uma atenção particular ao detalhe, uma conceção espacial de perfeita interpretação das condições do lugar e da preexistência, usando materiais naturais para reforçar a sua função de recolhimento e a forte ligação à natureza do espaço do convento. A arquitectura proposta, além de revelar uma enorme delicadeza e sensibilidade para o uso da luz, da materialidade, do desenho e dos detalhes, resulta numa obra de grande beleza e maturidade.”
Finalistas:

Crédito de Imagem: Francisco Ascensão
F_0 77 — espaço todos
merooficina arquitectos

Crédito de Imagem: Luís Branca
F_0 95 — Casa 45
Perto

Crédito de Imagem: Miguel Ribeiro
F_0 99 — Escritório Jo
fr-ia: atelier

Crédito de Imagem: Francisco Ascensão
F_0 117 — Novo Pólo do Colégio Ribadouro
So Studio
Ana Vaz Milheiro
Menção Especial Ensino e Investigação
Ana Vaz Milheiro é investigadora coordenadora na unidade DINÂMIA'CET-IUL do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, cargo que exerce desde Março de 2024, acumulando funções no Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto. Antiga professora associada com agregação na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa (FAUL), leccionou em pós-graduações desde 2011 em instituições como o ISCTE, a FAUP, a Escola da Cidade de São Paulo e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), sendo ainda professora convidada na University of Saint Joseph em Macau. No plano da formação avançada, orientou doze teses de doutoramento concluídas, três projectos de pósdoutoramento e oitenta e quatro dissertações de mestrado desde 2007. No domínio dos financiamentos internacionais, destaca-se a ERC Advanced Grantee (2024-2028), sendo responsável pelo projecto “ArchLabour”, focado no papel dos trabalhadores nas Obras Públicas Coloniais em África. Presidiu à COST Action CA18137 “European Middle-Class Mass Housing” (2019-2023) do programa Horizonte 2020 e foi Fellow do Israel Institute for Advanced Studies na Universidade Hebraica de Jerusalém (2019-2020). Integrou também o júri internacional do Kristine Fallon Prize 2026, focado no percurso de mulheres arquitectas. Em Portugal, coordenou sete projectos financiados pela FCT sobre arquitectura colonial, incluindo o projecto em curso “LabourMap-Macau (1849-1999)”. Licenciada (1991) e mestre (1998) pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, é doutorada pela Universidade de São Paulo (USP, 2004) e pós-doutorada pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP). Foi investigadora convidada na Ghent University (2015-2016) e bolseira FAPESP na USP (2018). Como autora, publicou, entre outros títulos, “A Construção do Brasil” (2005), “Nos Trópicos sem Le Corbusier” (2012) — obra distinguida com o prémio de crítica e ensaio da Secção Portuguesa da AICA / Fundação Carmona e Costa em 2013 — e “African Colonial Architectures” (2017). Esporadicamente, desenvolve actividade de curadoria, com exposições apresentadas no âmbito do UIA 2021 (Rio de Janeiro), no Arquivo Histórico Ultramarino (2019) e no Centro Cultural de Belém (2013). Actualmente, é curadora da exposição “Lucio Costa Arquivo”, patente na Casa da Arquitectura, em Matosinhos.
Diogo Alvim
Menção Especial Inovação
Diogo Alvim trabalha na fronteira entre a música e a artes sonoras, explorando as suas interações com a arquitectura, e contextos específicos. Interessa-se por expandir a prática da composição sonora enquanto dispositivo de investigação e transformação. Formou-se em arquitectura e composição em Lisboa, e em 2016 terminou um doutoramento em composição e artes sonoras no Sonic Arts Research Center da Queen’s University Belfast. A sua investigação explorou diferentes relações entre música e arquitetura. Leciona artes sonoras na Licenciatura e no Mestrado de Som e Imagem na ESAD (Caldas da Rainha) e é investigador integrado do CESEM, FCSH – NOVA. Colabora regularmente com artistas plásticos, coreógrafos e encenadores, em produções tão diversas como instalações, video, dança, percursos performativos, e outros cruzamentos. A sua produção divide-se entre música de câmara e orquestral, instalações sonoras e peças performativas. O seu percurso conta com distinções de relevo: as suas peças foram selecionadas e apresentadas em importantes plataformas internacionais, como a prestigiada Tribuna Internacional de Compositores da UNESCO em Paris (2009) e o Festival Synthèse em Bourges. Recebeu também encomendas institucionais de prestígio, destacando-se a do Prémio Jovens Músicos (Antena 2/RTP, 2009), além de ter sido repetidamente selecionado para os Workshops da Orquestra Gulbenkian para Jovens Compositores (2008 e 2009). O seu catálogo inclui encomendas de agrupamentos de referência como o Sond’Ar-te Electric Ensemble, Vertixe Sonora ou Ensemble Modern. No domínio das artes espaciais, desenvolve projetos que ativam a memória dos lugares, como a série Campo Próximo (com Matilde Meireles) e as caminhadas urbanas Os Passos em Volta. O reconhecimento internacional levou-o a representar Portugal com a instalação Afluente na Expo 2025 em Osaka e a apresentar a exposição individual Solo (2025) na Galeria Diferença. Colabora também com regularidade na dança contemporânea com criadores como Tânia Carvalho.
Francisco Silva Dias
Menção Especial Carreira
Francisco Silva Dias (nascido em 1930) é um arquiteto e urbanista com uma carreira profundamente ligada ao desenvolvimento do espaço público, do associativismo profissional e da habitação pública em Portugal. Diplomou-se em Arquitetura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa em 1957 e ingressou no Gabinete de Urbanização da Câmara Municipal de Almada. Entre 1958 e 1959, colaborou no histórico Inquérito à Arquitetura Popular Portuguesa (Zona 4 - Estremadura). Esta experiência no terreno influenciou fortemente a sua visão integrada e humanista do urbanismo, visível no desenho de percursos e na vivência comunitária. A sua atividade mais marcante iniciou-se em 1960 no GTH da Câmara Municipal de Lisboa. Assumiu a coordenação do Plano de Urbanização de Chelas (PUC), rompendo com os modelos modernistas ortodoxos ao desenhar uma estrutura linear com linhas de força, salvaguardando grandes manchas verdes nos vales e concentrando o edificado nos cumes. Foi responsável pela pormenorização da Zona I e da Zona N2. Mais tarde, no Gabinete da Área de Sines, coordenou o plano para a Vila Nova de Santo André, enfrentando o desafio de criar uma comunidade de raiz num território sem referências históricas. Teve um papel ativo na representação profissional, sendo eleito para a Secção Regional do Sul do Sindicato Nacional dos Arquitetos em 1963 (afastado pelo regime político), servindo como Presidente da Associação dos Arquitetos Portugueses (1990-1992) e Provedor da Ordem dos Arquitectos (2006-2011). No plano académico, concluiu o seu doutoramento em 2000 sobre o urbanismo meridional português e de influência mediterrânica. Recentemente, em janeiro de 2026, publicou o livro “Descritivas Memórias” pela Editora Caleidoscópio. Esta obra reúne memórias escritas e desenhadas pelo próprio, retratando o seu percurso de vida, a vivência sob duas ditaduras e em democracia, o seu trabalho em Portugal e Angola, e a sua permanente dedicação à cidadania e à defesa do património edificado.

Jurada
Ana Isabel Nascimento Santos
Ana Isabel Nascimento Santos (Tavira, 1990) Arquitecta pelo Departamento de Arquitectura da Universidade de Évora. Colabora entre 2015 e 2020 com o atelier de arquitetura José Adrião Arquitectos e entre 2021 e 2023 com o Atelier RUA, ambos sediados em Lisboa. Desde 2018 co-fundadora MESA Atelier, com os arquitectos João Tavares, João Varela e Paulo Dias. MESA Atelier é consequência de um intenso trabalho de investigação e experimentação iniciado ainda em meio académico que progride para a participação em diversos concursos de arquitectura nacionais e internacionais, onde a abordagem a cada projecto se exprime no reconhecimento do território, nos seus valores e nos elementos que o caracterizam. Nos últimos anos, a prática tem sido distinguida com várias nomeações para prémios nacionais e internacionais, de que se destacam o Prémio FORMA, na categoria Jovens Emergentes, com o projecto Casa das Janelas Verdes, em Lisboa (2022); Prémio Concreta UNDER 40 (2024) e, mais recentemente, o Prémio de Arquitectura do Alentejo (2025), na categoria Edificação Nova, ambos com o projecto Casa Mortuária de Barrancos. Desde 2023 é técnica superior de arquitectura na Direção de Programas de Apoio à Habitação do IHRU – Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana, I. P. Desde 2025 leciona, como professora assistente convidada, a unidade curricular de Projecto I no Departamento de Arquitectura da Universidade de Évora.

Presidente do Júri
João Luís Carrilho da Graça
João Luís Carrilho da Graça, 1952, arquitecto desde 1977, vive e trabalha em Lisboa; Licenciado em arquitectura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, é autor de projetos em Portugal, Espanha, França, Chipre, Itália, Suíça, Bélgica, Alemanha, Áustria e Estados Unidos da América; à sua obra foram atribuídos diversos prémios, entre os quais, Prémio Secil de Arquitectura (1994); Prémio Valmor (1998, 2008, 2010, 2017, menção em 1993, 2007, 2013); Prémio Fad Ibérico (1999); Prémio Bienal Internacional da Luz – Luzboa (2004); Prémio Piranesi - Prix de Rome (2010); Prémio Internacional de Arquitectura Aacra Frate-Sole (2012); Prémio Bienal Ibero Americana de Arquitectura e Urbanismo (2012); Prémio Bienal Internacional de Arquitectura de Buenos Aires (2018); Prémio Leon Battista Alberti do Politecnico di Milano, Mantova (2018); Prémio Arpafil, Guadalajara, México (2018), Prémio Nuno Teotónio Pereira (2022); Professor na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa entre 1977 e 1992 e, posteriormente, entre 2014 e 2019; Fundador e Coordenador do Curso de Arquitectura da Universidade Autónoma de Lisboa; Professor entre 2001 e 2010; Professor no Departamento de Arquitectura da Universidade de Évora entre 2005 e 2013; Diretor de 2005 a 2010; Fundador, na mesma instituição, do programa de Doutoramento em Arquitectura do qual foi Coordenador e Docente entre 2011 e 2013; Professor, entre outras instituições internacionais, na Universidade de Navarra entre 2005 e 2015; na Cornell University, New York, em 2015; na Haute École du Paysage, d’Ingénierie et d’Architecture de Genève, em 2019; Cátedra Unesco Leon Battista Alberti do Campus de Mantova do Politecnico di Milano de 2017 a 2019; na Accademia di Architettura da Università della Svizzera Italiana, em Mendrisio de 2019 a 2022; distinguido com vários prémios e graus honoríficos nomeadamente, o Prémio da Associação Internacional dos Críticos de Arte (1992); Grande-Oficial da Ordem de Mérito da República Portuguesa (1999); Prémio Pessoa (2008); Ordre des Arts et des Lettres - República Francesa (2010); Medalha da “Académie d’Architecture”, Paris (2012); International Fellowship do Royal Institute of British Architects (2015); Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos (2015); GrãCruz da Ordem da Instrução Pública da República Portuguesa (2019); Academia das Ciências de Lisboa (2022); Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (2013); Doutor Honoris Causa pela Universidade de Évora (2023).

Membro Permanente
João Rapagão
João Paulo Rapagão nasce em Lisboa em 1963. Termina o programa de doutoramento Arquitectura Moderna y Restauración na Escola Técnica Superior de Arquitectura da Universidade de Valladolid em 1992. Desenvolve atualmente a dissertação para Doutoramento em Arquitectura. Licenciado em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa em 1988, é Professor Auxiliar Convidado da Faculdade de Arquitectura e Artes da Universidade Lusíada, desde 1997, e do Departamento Autónomo de Arquitectura da Universidade do Minho, de 2002 a 2008, e, de 2022 até à presente data. É bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Fundação Calouste Gulbenkian. Preside ao Conselho Diretivo Regional do Norte da Associação dos Arquitectos Portugueses e da Ordem dos Arquitectos no triénio 1996|1998. Integra a Comissão Municipal de Defesa do Património da Câmara Municipal do Porto entre 1993 e 1998. Integra o Conselho de Administração da Fundação para o Desenvolvimento da Zona Histórica do Porto entre 2000 e 2002. Intervém como orador em diversos congressos e encontros, especialmente nos temas do Património e do Exercício da Profissão. Selecionado para exposições em Milano, Lisboa, Frankfurt, Dessau, Salamanca, Aveiro, Coimbra e Porto. Exerce arquitetura desde 1988, especialmente em estudos e projetos de monumentos nacionais e equipamentos coletivos. É autor de ensaios monográficos em Ricardo Vieira de Melo – Habitar (2004), Living in Porto - Floret Arquitectura (2020) e Edifício Sede Polopiqué (2021). É autor e editor científico do Mapa de Arquitectura Arménio Losa e Cassiano Barbosa (2008), Guia de Arquitectura do Porto 1942|2017 (2018) e X!? Ten Years OODA | Dez Anos OODA, 2010|2020 (2021). É comissário, com Inês Moreira, do Open House Porto (2018), organizado pela Casa da Arquitectura. É Curador do Atlas de Arquitectura Contemporâneo para o Turismo de Portugal + Casa da Arquitectura (2022). É autor da Museografia da Exposição A Urgência da Cidade – O Porto e Cem Anos de Fernando Távora (2023). É Curador de ManifestHabitação - Mostra + Livro + Conferências + Workshops - que celebra o Habitar em Matosinhos, 50 Anos depois do 25 de Abril e 30 Anos depois do Programa Especial de Realojamento (2023). Integra júris em concursos públicos e prémios de arquitetura internacionais, nacionais e regionais. Integra, ainda, o júri dos Prémios Nacionais de Arquitectura Forma da IF - Ideas Forward, desde 2023.

Jurada
Paula Santos
1986- Licenciada pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) 1999- Constitui escritório próprio e a empresa paula santos I arquitectura lda, no Porto, onde desenvolve a actividade de projecto em obra pública e privada. 1999- Agraciada com o Grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito pelo Presidente da Republica Dr. Jorge Sampaio, pela sua participação na Expo 98. Tem inúmeras obras publicadas e premiadas. Ao longo da sua actividade tem participado em exposições, conferências e workshops, nacionais e internacionais. 1997-2006 -Professora de Projecto III na Universidade Lusíada 2008-2014-Professora convidada no Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra 2013- Estudante de Doutoramento do Colégio das Artes do Departamento de Arquitectura da FCT de Coimbra 2007-2010- Vogal do Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos de 2010-2013- Vogal do Conselho Directivo da SRN da Ordem dos Arquitectos de 2020 -2023- Vice-Presidente do Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos

Jurado
Paulo Palma
Paulo Palma, Serpa, 1977. Arquitecto Paisagista pelo Instituto Superior de Agronomia e pela Universidade de Évora. Desenvolve projectos nas diversas escalas de aproximação ao território e paralelamente produz estudos especulativos relacionados com a leitura e transformação da Paisagem.

Jurado
Nuno Brandão Costa
Nuno Brandão Costa, nascido no Porto em 1970. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) em 1994, onde concluiu o doutoramento em 2013 e leciona desde 1999. Durante sua formação, estagiou no escritório Herzog & de Meuron, na Suíça, entre 1992 e 1993, e colaborou com os arquitetos José Fernando Gonçalves e Paulo Providência de 1993 a 1997. Em 1998, iniciou a sua prática independente após vencer o concurso para a Biblioteca da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O seu trabalho abrange uma variedade de escalas e programas, incluindo projetos como o Terminal Intermodal de Campanhã e a reabilitação e ampliação do bairro São João de Deus, ambos no Porto. As suas obras foram exibidas em eventos internacionais, como a Bienal de Arquitetura de Veneza (2004) e a Bienal de Arquitetura de São Paulo (2005). Ao longo da carreira, recebeu distinções como o Prêmio Secil em 2008 e foi nomeado, juntamente com Sérgio Mah, curador da representação oficial portuguesa na 16ª Bienal de Arquitetura de Veneza em 2018.
Regulamento dos Prémios FORMA 2025
1.APRESENTAÇÃO E OBJETIVO
1. Os Prémios FORMA – Prémios Nacionais de Arquitetura em Portugal, adiante designado como Prémios FORMA, é uma iniciativa da IF e tem como objetivo distinguir e promover o trabalho dos(as) arquitetos(as) que contribuam para a criação e inovação na construção; para a qualidade na arquitetura e a valorização da paisagem, e consequentemente, para a qualidade de vida dos cidadãos.
2. Este prémio destina-se a premiar obras de nova construção realizadas em todo o território de Portugal que se distingam pela sua qualidade e singularidade.
3. Os Prémios FORMA, são atribuídos em 6 categorias diferentes, sendo que uma delas é destinada a jovens arquitetos(as) até 40 anos.
4. As obras premiadas devem ser exemplos da qualidade arquitectónica, de uma boa integração na sua envolvente e na paisagem, de respeito pelos valores identitários existentes, atendendo também à sustentabilidade da construção, à eficiência energética e às questões relacionadas com o ambiente.
5. A atribuição dos Prémios é feita por um Júri nos termos que constam do presente regulamento.
6. O prémio para cada categoria é constituído por:
- Troféu FORMA;
- Uma placa identificativa do prémio a colocar no edifício premiado;
7. O prémio tem carácter anual.
8. A organização atribuirá em cada edição, 3 menções especiais:
· Menção especial Ensino e Investigação;
· Menção especial Inovação;
· Menção especial Carreira.
2. CONCORRENTES
Podem participar nos Prémios FORMA obras e conjuntos arquitetónicos que, em simultâneo:
1. Tenham sido concluídos entre 01 de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2025 em todo o território de Portugal.
2. Sejam da autoria de arquitectos que estejam inscritos como membros efetivos da Ordem dos Arquitectos ou organismos equivalentes no país de origem. No caso da categoria C4 - Espaço Público, podem também participar, em autoria ou coautoria, arquitectos paisagistas inscritos na APAP ou organismos equivalentes no país de origem.
3. O(s) seus(s) autor(es) tenham idade inferior a 40 (quarenta) anos, inclusive, até ao dia de 31 de dezembro de 2025, apenas para a Categoria Jovens emergentes.
4. Podem ser candidatos o(s) autor(es) ou o Dono de Obra, e desde que não apresentem a mesma obra em simultâneo.
3. JÚRI
O Júri dos Prémios FORMA é constituído por arquitectos designados pela organização com trabalho e experiência reconhecidos.
1. O Júri será composto por 5 (cinco) arquitectos e 1 (um) arquitecto paisagista;
2. Todas as deliberações serão tomadas em reunião de jurados conforme ponto 8 do presente regulamento;
3. Da decisão do Júri não haverá recurso;
4. A aceitação de formar parte do júri comporta, por parte dos seus membros, a renúncia à apresentação de obra própria ou de obras com as quais tenham tido uma relação direta.
4. IMPEDIMENTOS
Não podem ser candidatas aos Prémios FORMA:
1. As obras em que tenham participado, em qualquer das fases da sua elaboração, arquitectos que façam parte do Júri ou tenham com eles relações de parentesco até ao segundo grau das linhas direta ou colateral e ainda arquitectos associados ou colaboradores permanentes dos membros do Júri.
2. As obras em cujos projetos tenham sido autores ou coautores elementos do júri, ou no caso do Dono de Obra em que seja patrocinador.
3. As obras apresentadas só podem ser candidatas a uma categoria.
5. EXCLUSÃO
A organização validará as candidaturas devidamente instruídas de acordo com presente regulamento. São causas de exclusão da candidatura:
1. A submissão da candidatura fora do prazo estipulado em calendário;
2. O não cumprimento das condições de participação descritas no presente regulamento.
3. O júri reserva-se no direito de poder excluir propostas por não cumprirem os critérios de qualidade.
6. CANDIDATURA DAS OBRAS
A participação nos Prémios FORMA é gratuita e pode ser consultado em www.if-forma.pt
O processo de candidatura das obras deve ser submetido no portal através de uma ficha de candidatura em www.if-forma.pt
Os trabalhos deverão ser apresentados em formato digital com os seguintes elementos:
1. Dois (2) painéis, formato DIN A1 (594 mm x 841 mm) com orientação vertical contendo elementos gráficos e escritos suficientes para a caraterização e definição da obra - plantas, cortes, alçados, elementos construtivos, perspetivas, axonometrias, diagramas, fotografias, etc. Formato JPG, JPEG ou PDF, máx. 20 Mb e 300 dpi;
2. Oito (8) imagens, no máximo, dos vários espaços da obra ao critério do candidato, exterior e interior, fotografias, perspetivas, axonometrias. Formato JPG ou JPEG máx. 5 Mb e 300 dpi e com identificação do autor da fotografia no nome do ficheiro;
3. Memória Descritiva do Projeto. Formato DOC ou PDF. 3.000 caracteres máx., incluindo espaços;
4. Na Categoria Reabilitação Arquitectónica deve incluir os desenhos de sobreposição com a intervenção proposta e o existente;
5. Na Categoria Jovens emergentes se a opção for uma obra em estruturas existentes deve incluir as técnicas ou materiais utilizados e desenhos de sobreposição com a intervenção proposta e o existente;
6. Prova documental da data de finalização da obra.
7. CALENDÁRIO
Abertura de candidaturas ao Prémio – 15 abril 2026
Resposta a pedidos de esclarecimentos – durante o período de candidatura
Apresentação de candidaturas na plataforma – a partir do dia 15 abril até às 23:59h do dia 31 de maio de 2026
Período de avaliação das candidaturas – 01 junho a 30 de junho de 2026
Reunião de júri
19 de junho 2026 - Roca Lisboa Gallery
Divulgação dos finalistas – 02 de julho de 2026
Inauguração da exposição dos finalistas – 24 setembro 2026
Anúncio dos resultados e cerimónia de entrega dos prémios – 27 de setembro de 2026
8. SELECÇÃO E AVALIAÇÃO DAS OBRAS
O júri deverá escolher na reunião de jurados um elemento para presidir os trabalhos e um secretário.
O júri seleciona as obras que mais se distinguem de acordo com os parâmetros de avaliação.
O júri poderá propor mudar a categoria a que uma obra se candidata no caso de esta não se adequar à categoria a que se candidata.
1. Cada elemento do Júri pontua 10 propostas por categoria que serão a sua seleção.
2. A pontuação tem uma escala de 1 a 10 sendo que 10 pontos correspondem à maior pontuação e 1 ponto à menor.
3. A pontuação é sequencial não havendo lugar a repetição de pontos.
4. O critério de seleção em caso de empates seguirá a seguinte ordem:
1º - Proposta que reuniu o maior número votação de jurados;
ex: A: 3+4+7=14; B: 4+10=14 – ganha A
2º - Proposta com a pontuação individual mais alta (1-10);
ex: A: 4+6=10; B: 2+8=10 – ganha B
3º - Proposta com conjunto de votos individuais mais altos;
ex: A: 4+7+1=12; B: 3+2+7=12 – ganha A
4º - Nova votação por maioria de voto apenas para as propostas empatadas.
5. Do cruzamento das pontuações individuais de cada jurado sairá a seleção de 5 finalistas.
6. Do conjunto das cinco obras finalistas é escolhida, por votação, a obra premiada.
7. As reuniões do Júri são restritas aos elementos que o compõem, devendo as mesmas serem lavradas em atas.
8. No caso de empate em alguma votação, o Presidente do Júri (escolhido previamente pelo conjunto) tem voto de qualidade.
9. Receberá o Prémio a obra cuja pontuação tenha tido o valor mais alto na soma de todos os parâmetros.
9. CATEGORIAS E PRÉMIOS
Os Prémios FORMA são atribuídos a 6 categorias:
C1 - Habitação Unifamiliar (Pública e/ou Privada)
C2 - Habitação Coletiva (Pública e/ou Privada)
C3 - Equipamento Coletivo (Público e/ou Privado)
C4 - Espaço Público
C5 - Reabilitação Arquitetónica
C6 - Jovens Emergentes
Todas as categorias referem-se a obra de nova construção, exceto na Categoria Jovens Emergentes e Reabilitação Arquitetónica onde serão admitidas obras de nova construção e de renovação, remodelação ou reabilitação.
Os Prémios FORMA têm uma compensação pecuniária no valor de 500,00€ (quinhentos euros) para os vencedores de cada uma das 6 categorias.
10. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
1. Categorias Habitação Unifamiliar, Habitação Coletiva, Equipamento Coletivo, Espaço Público
São consideradas as obras de nova construção aquelas onde o local de intervenção não tenha qualquer pré-existência ou que os elementos existentes ocupem uma área insignificante para o resto da obra, e que sejam de promoção pública e/ou privada construídas em todo o território nacional.
Serão observados os seguintes parâmetros de avaliação:
·Qualidade estética e coerência global da obra;
·Qualidade funcional;
·Integração e articulação da proposta com a envolvente;
·Qualidade construtiva e sustentabilidade e eficiência energética.
2. Categoria Jovens Emergentes e Reabilitação Arquitetónica
São consideradas as obras em que as pré-existências sejam relevantes e integradoras das adaptações a novos programas ou condições de habitabilidade, ou obras em que haja ampliações e a importância destas não se sobreponha ao edifício existente, de promoção pública e/ou privada construídas em todo o território nacional. Não serão consideradas obras que apenas tenham sido objeto de restauro.
·Serão observados os seguintes parâmetros de avaliação:
·Qualidade estética e coerência global da obra;
·Qualidade funcional;
·Integração e articulação da proposta com a envolvente;
·Qualidade construtiva;·Relação entre as pré-existências e a remodelação ou/e ampliação.
11. DECISÃO E ENTREGA DE PRÉMIO
1. O Júri selecionará 1 (uma) obra de arquitetura vencedora para cada categoria e distinguirá os/as autores/as desses projetos;
2. O júri reserva-se no direito de atribuir menções especiais;
3. Será entregue a cada um dos premiados:
- Troféu FORMA;
- Uma placa identificativa do prémio a colocar no edifício premiado;
4. A Organização compromete-se a realizar uma exposição sobre as obras finalistas e premiadas e tem a intenção de publicar o respetivo catálogo monográfico.
12. RESPONSABILIDADES
É da inteira e única responsabilidade da Organização:
- A escolha dos locais e critérios de organização da exposição e de execução do catálogo;
- Critérios e operações de divulgação do Prémio, exposição e catálogo.
A Organização não aceita quaisquer responsabilidades adicionais em relação às explicitamente assumidas neste regulamento, direta ou indiretamente decorrentes deste Prémio.
Pelo ato de se apresentarem ao prémio os autores aceitam integralmente o conteúdo do presente regulamento.
A Organização não se responsabiliza por qualquer falha ou erro que possa ocorrer durante o processo de submissão de candidaturas.
13. PROPRIEDADE E DIREITOS DE AUTOR
Sem prejuízo dos direitos de propriedade intelectual e artística dos seus autores, todos os elementos entregues pelos candidatos serão propriedade material da Organização, reservando-se no direito de divulgar os elementos entregues pelos candidatos selecionados.
Esta divulgação será realizada com o objetivo de promover esta iniciativa e o trabalho dos candidatos.
A Organização reserva ainda o direito de registar, através de fotografia e vídeo, a exposição e a cerimónia de entrega dos Prémios FORMA, sem prejuízo dos direitos de propriedade intelectual e artística dos seus autores.
14. PROTEÇÃO DE DADOS
No ato da sua inscrição o Candidato está a dar o seu consentimento para o tratamento dos seus dados pessoais.
Em qualquer altura é garantido aos Candidatos, na qualidade de titulares dos dados pessoais, o direito de acesso, retificação ou apagamento, de limitação do tratamento e de oposição ao tratamento dos seus dados pessoais por meio de uma comunicação, através do e-mail:
Regulamento dos Prémios FORMA 2025
Pedido de esclarecimento através do email: info@if-ideasforward.pt
















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